Caminharei
na noite latindo solidão.
Não!
Não me acompanhais, irmãos!
cantarei a glacial desventura do amor
cantarei a glacial desventura do amor
junto
à arranha-céus de desdém
e
exporei à constelação de marfim
— enraizada
no topázio da noite
recendendo
ocres apelos de despudor —
a
improdigiosa herança do Poeta.
Caminharei
na raquítica noite de sobrecenhos
e
fundos esquadros de conjectura;
a
falange do amor ecoando uníssona
sob
a diáfana desatenção das retinas
em
lençóis de linho pêlo suor.
No
altar-fruteira, enferrujadas tangerinas
à
espera da constatação...
29/06/2014