quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Eu me explicando


Eu sou duas vertentes
querendo uma.
Sobre minha cara, o peso!,
o peso da poesia
de algumas horas...
Trago no meu rosto aceso
outras faces iluminadas de outros
Eus difíceis de determinarem
começo
               e fim.
No meio existo desmembrado:
dual
          duplo
                    bivalente
querendo uma só corrente
uma só vaga,
existindo como um isqueiro só faísca.
Nas duas pontas: Chama!
Querosene, gasolina, álcool
a alimentarem duas palavras-poesia.
Duas vertentes. Uma só Flama.

Nenhum comentário:

Postar um comentário