Oh
Homem, canta como quem chora!
Sê
forte se em ti encerra-se uma aurora.
Tramonta
ela na cordilheira do desdém?
Se
sim te digo de frente, a minha também.
Canta
nos pátinos pátios de granito
este
ártico Saara que o peito te inundas;
em
ti não imponha expressão muda.
Fala!
Canta este fel que teu peito verte,
porque
adaga, e te ferir por dentro há.
Dá
voz a esta matilha de chacais
lobos
leopardos emudecidos. Acorda
à
expressão: diz aquilo que sentes.
Rasga
o imperioso horizonte com a eloquência.
Escava
este oceano de mordaça e atadura
e
submerges à constelação do convir.
Oh
homem, canta teu mais sincero.
