segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

II CANTILENA A ORFEU



Orfeu,
Honra-me o riso. Canta meu tempo.
Extenua o arsenal que disponho
e supões muda minha eloquência,
porque de ti a tenho feito persistência.
Dá-me as costas, celebra o agora.
Caminha à minha frente, névoa-silhueta,
diz nossos passos nunca ritmados terem sido.
Honras-me com pavilhões de silêncio,
arranha-céus de desdém, dorso de marfim.
Supões na retina inteiro meus estilhaços:
verdes vermelhos amarelecidos de negro
sobrepairam meu cotidiano de ausência.







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